FATT - 14/8/2014
Se há algum festival que foi feito a pensar em mim, esse
festival é o FATT Festival de Didgeridoo.
O recinto é sublime, o que normalmente é um parque aberto
ao público, nestes dias torna-se numa pequena vila de música e comunhão.
Há um anfiteatro ao ar livre com o palco, um domus, uma “praia”,
a zona de campismo e a zona de restauração onde estão disponíveis mesas com
bancos e grelhadores.
O calor aquece um corpo já quente da viagem de carro.
Depois da escolha do local para dormir, chega então o tão merecido mergulho na
piscina de aspecto natural em forma de riacho.
Ouve-se a percussão do primeiro workshop do festival,
seguido de um para iniciados de didgeridoo.
A música que se ouve por todo o recinto e o sol que se
põe atrás da barragem e dos montes, faz-nos sentir em plena comunhão com a
natureza.
Os concertos deveriam começar no início da noite (20h30)
mas devido a uns atrasos têm início às 22h30.
Quem abre as hostes é o espanhol Alejandro Urilá. O
multi-instrumentista deu um concerto em formato one man band. Passando por vários instrumentos como o berimbau de
boca, diferentes didgeridoos e fazendo-se acompanhar de um pedal e dois pad’s com som de bateria electrónica,
deu-nos um som de trance acústico que fez até as crianças dançarem
fervorosamente!
Matsumoto Zoku foram a banda que se seguiu. Os japoneses tiveram
de fazer o seu soundcheck perante o
público e foi um óptimo aquecimento, cheio de risos, para aquele que seria o
concerto da noite!
Divididos entre didgeridoo/hang e beatbox, tiveram tantas
palmas na última música do soundcheck
que parecia que o concerto já tinha acabado!
Com uma simpatia extraordinária, deram um concerto
memorável que fez muitos dos presentes saírem das bancadas e irem para a frente
do palco dançar.
Com a ovação que receberam no final, acho que posso dizer
que toda a plateia concorda comigo: um dos melhores concertos de sempre!
Eram já 2h00 quando a última banda sobe ao palco, os
portugueses Yemadas.
Uma banda composta por seis elementos divididos por
vários instrumentos desde a percussão ao didgeridoo ou guitarra, passando por
outros menos comuns, fizeram-nos viajar por outros países e culturas.
O balanço do primeiro dia foi muito positivo, que venha o
segundo!
Fotografias por: Luís Carvalho
Para mais fotografias deste dia: https://www.facebook.com/soumusica.pt

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