domingo, 7 de fevereiro de 2016

The Tallest Man on Earth - 6/2/2016

"Toca o homem do leme" - diz um rapaz da plateia. Todos riem. "Queres é festa" - diz uma rapariga na outra ponta. Kristian Matsson confuso responde "Sorry, I need you to translate". A Aula Magna permite isto mesmo, um constante diálogo entre artista e plateia, através do espaço, mais reduzido do que as outras salas de espectáculo de Lisboa, e da acústica.

A noite começou com The Tarantula Waltz. O sueco Markus Svensson, amigo do vocalista de The Tallest Man on Earth e o responsável pela promoção da primeira tournée do mesmo, apresentou-se sozinho acompanhado da sua guitarra. Entre agradecimentos ao público e ao artista que se seguia, a sua voz despida entregou temas como "Tinder Stick Neck", "Lynx" ou "Scandinavian minds".


As luzes apagam-se, ouvimos uma música que, sabendo que o grupo é sueco, parece típica desse país. A banda entra, seguida pelo frontman. Os aplausos irrompem.
Kristian Matsson está vestido de preto, com uma t-shirt e umas calças justas, calça uns sapatos de verniz vermelho. Não é de longe o homem mais alto do mundo mas comporta-se como tal. Em danças e movimentos com a guitarra, percebemos que ou é muito expressivo ou tomou alguma coisa forte.

Mas uma coisa é certa, agarra o público como ninguém e o palco é certamente o seu lugar de maior conforto. Começa com "Wind And Walls", seguida da poderosa, e uma das minhas favoritas, "1904". Há muito que se aguardava pelo primeiro concerto de The Tallest Man on Earth em Lisboa, mas o nosso país não é estranho a Matsson que prometeu voltar já no próximo mês, em férias. Aliás, foi no nosso país que o álbum "Dark Bird Is Home" começou a ser escrito. O sentido de humor do músico está sempre presente, brincando várias vezes com o facto das canções serem tão negras e tristes.

Tristeza foi a última coisa que se sentiu na Aula Magna na noite de ontem. Temas como "Timothy" (a única música alegre que o cantor diz ser dedicada a um grande amigo), "Little nowhere towns" (ao piano) ou "Seventeen" fizeram as delícias dos fãs.

O público também teve um papel na formação da setlist pedindo músicas e na maioria, tendo sucesso. Foi o caso da rapariga que pediu uma música que ninguém percebeu qual era. Ao não ter ouvido, mas tendo achado a voz bonita, Kristian Matsson feito homem-aranha saltou do palco, passou os lugares doutorais e saltou para o anfiteatro aproximando o ouvido.

Volta ao palco, troca de guitarra, afina e pede ajuda com a letra. "Leading Me Now" era o tema que a fã lhe pediu. Houve vários erros com a letra, seguidos de risos. Um pouco mais tarde, várias pessoas da plateia pediram "King of Spain". A plateia pede, o músico toca.

Para o fim ficou "Dark Bird Is Home" num momento brilhante onde foi pedido que não batessem palmas durante a música uma vez que o tema, o divórcio com a sua mulher, não o pedia.

Mas o concerto não ficou por aqui, no encore pudemos contar com "The Dreamer" e "Like The Wheel", terminando com uma grande ovação em pé.

"I will remember this for the rest of my life", e nós também!



Texto: Sofia Robert

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