quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

All Around - Entrevista

Queremos que o SouMúsica.pt seja o mais eclético possível mas existem alguns estilos que por vezes são, sem intenção, um pouco esquecidos como é o caso do metal nomeadamente o metal core. Fomos contactados por uma banda que se enquandra no género e decidimos falar um pouco com os All Around:

Quem são os All Around e como se formaram?

Antes de mais obrigado pela oportunidade. Somos um projecto que se dedica à composição e produção de música nas áreas de metal/metalcore, com vozes mistas, formado por duas pessoas: João (voz, instrumental, produção) e Inês (voz). Nasceu de momentos de inspiração explosiva, nem sabemos bem explicar... O João começou a fazer gravações de umas malhas que subitamente lhe vinham à ideia. Era como uma necessidade de materializar o som que idealizava. Entretanto a Inês ia acompanhando o processo e adicionando ideias. Acabou por juntar a sua voz pela primeira vez no tema “Gone”. Os primeiros temas foram surgindo, mas não com a qualidade que queríamos. Continuámos a compor e a aperfeiçoar a produção até que achámos que tínhamos um conjunto de temas com alguma qualidade. Foi aí que decidimos criar o nosso EP de estreia “Everything Is Relative”.

Onde vão beber as vossas influências?

As nossas maiores inspirações vêm de Metalcore, mas não só. Bandas como Asking Alexandria, Bring Me The Horizon, Parkway Drive, Of Mice & Men são grandes influencias para nós. Mas também Slipknot, Incubus, Korn e Guano Apes fazem parte das bandas que nos inspiram. Relativamente às letras, são as nossas vivências, experiências e o que nos rodeia.

Como surgiu a ideia de terem vozes mistas?

Surgiu naturalmente. Os primeiros temas tinham apenas a voz do João, mas entretanto achámos que seria interessante juntar a voz feminina. Foi uma experiência um tanto nova, não tínhamos referências de bandas deste género com vozes mistas. Achámos que dava uma composição mais harmoniosa às músicas, acabou por nos agradar e assim continuou.

O vosso EP, "Everything is relative", foi lançado recentemente. Como tem sido a aceitação do mesmo?

A visibilidade do nosso projecto, pela sua natureza, não é grande para já. Não damos concertos, não enviamos maquetes a concursos de bandas, etc., por isso é mais difícil dar-nos a conhecer. A nossa divulgação tem acontecido através das redes sociais e foi só agora que conseguimos ter a nossa música em plataformas digitais de renome como o Spotify ou o Deezer. No entanto, o feedback que nos tem chegado tem sido bastante positivo. As pessoas têm gostado da sonoridade e em particular da junção das duas vozes e da energia que imprimimos nas músicas.


Se pudessem partilhar o palco com um artista/banda, de qualquer nacionalidade e género musical, quem escolheriam?

A nossa ideia, para já, é afirmarmo-nos como compositores. No entanto não negamos que no futuro se possa juntar malta para tocar os temas em palco. Vai depender da aceitação, e de como as coisas se desenrolarem com o tempo. Um passo de cada vez. Mas caso se concretizasse, seria com Incubus.

 



Entrevista: Sofia Robert


Instagram e Twitter: @soumusicapt
 

Sem comentários:

Enviar um comentário