sexta-feira, 17 de julho de 2015

Super Bock Super Rock - 16/7/2015


Este ano, o Super Bock Super Rock está de volta à cidade. Fiquei com pena de perdermos o magnífico espaço no Meco. E também do palco principal deste, que é um festival de Verão, ser no interior do Meo Arena. No entanto, o novo recinto do SBSR estava bem organizado e primava pela bonita vista do Rio Tejo.

Comecei pela exposição de fotografia “20 anos de Super Bock Super Rock” com curadoria de Rita Carmo. Um espaço bastante interessante onde podemos recordar estes vinte anos de festival e alguns dos seus melhores concertos pela lente de grandes fotógrafos portugueses.

No Palco EDP os australianos King Gizzard & the Lizard Wizard já animavam o público que ali se encontrava neste primeiro final de tarde do festival.

As minhas expectativas eram elevadas para o concerto que se seguia no mesmo espaço. Perfume Genius entra em palco pouco depois da hora marcada mas, a poucos segundos do início do concerto, todo o som foi abaixo. Vendo que o problema ainda teria de ser resolvido, a banda saiu de palco. Pouco depois vemos através do ecrã, o vocalista na plateia a abraçar os fãs. Depois do problema técnico estar resolvido os músicos regressam ao palco para aquele que foi um concerto intimista, envolvente e infelizmente para pouco público. A sua voz, ora suave, ora poderosa nos fortes gritos, juntamente com a dança serpenteante (e indumentária preta e batom vermelho) tornam o artista norte-americano numa personagem muito peculiar. Sempre simpático e sorridente entre temas, superou as minhas expectativas. “Fool” e o último tema, “Queen”, os dois singles do álbum “Too Bright”, foram extremamente bem recebidos, por todos e por mim!

Entretanto, PZ estava no Palco Antena3 acompanhado de dois músicos e todos vestidos de pijama! Foram servidos “Croquetes”, “Sem ponta por onde se pegue” em versão Malhão-Malhão e “Cara de Chewbacca” representado por uma rapariga em palco com uma máscara da tão conhecida personagem.

De seguida, Noel Gallagher e a sua banda High Flying Birds entravam no Palco Super Bock, o palco principal do festival dentro do Meo Arena. O artista demorou até comunicar com a plateia (cerca de meia hora) mas quando o fez foi bastante simpático. A plateia em pé encontrava-se até meio do espaço mas parecia bem conhecedora das músicas do artista e claro, dos temas dos Oasis que foram cantados, como “Masterplan” ou a última “Don’t look back in anger” cantada a plenos pulmões por todos os presentes.

Sting, o grande cabeça de cartaz da noite, seguia-se no mesmo espaço que foi enchendo praticamente até à sua capacidade total. Várias gerações esperavam ansiosamente a entrada de Gordon Sumner em palco. Já estavam prometidos vários êxitos para este concerto e foi disso mesmo que se fez a noite. Os principais hits das várias fases da carreira de Sting, com bastante ênfase na fase dos The Police, foram recebidos com grande entusiasmo pela plateia (há muito que não via um concerto tão animado e em que cada música era cantada por toda a plateia em uníssono). Houve também espaço para excelentes solos de cada elemento da banda. Dos vários concertos que Sting já deu no nosso país a relação com o público continua forte e não perde o fogo; por cá esperamos sempre o próximo!
Alinhamento:

If I Ever Lose My Faith in You
Every Little Thing She Does Is Magic
Englishman in New York
So Lonely
Heavy Cloud, No Rain
Walking on the Moon
Message in a Bottle
The Hounds of Winter
De Doo Doo Doo De Da Da Da
Roxanne/Ain't No Sunshine

Desert Rose
Every Breath You Take

Fragile



Texto: Sofia Robert

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