quarta-feira, 3 de junho de 2015

Albatroz - Entrevista

Albatroz são Pedro Pedreiro (Devil in Me), João (Please Die, Dimension), Miguel Marques (Easyway) e André Aguiar.
“The Road Less Traveled” é o EP de lançamento da banda com influências rock dos anos 90. O trabalho que foi gravado e produzido por Carlos Rocha (Devil in Me, Sam Alone) nos estúdios EyeBall em Loulé já está disponível online na plataforma Bandcamp.
Tivemos a oportunidade de entrevistar a banda...

Vindos de outros projectos como surgem os Albatroz?

Os Albatroz surgem em 2014 das cinzas de outro projecto que tínhamos, praticamente com as mesmas pessoas chamado From Now On. Como sabes, para além disso temos as nossas outras bandas no activo. No entanto, a verdadeira ideia de começar isto brotou um dia qualquer, em que estávamos todos juntos, e pensámos que seria uma grande ideia fazer uma banda mais “acessível”. Todos adoramos bandas melódicas. Por isso, foi basicamente ir para a sala de ensaio e substituir os gritos por melodias, as distorções por harmonias. E foi isto que resultou.

Dizem-se influenciados pelo rock, grunge e hip hop, nomeadamente dos anos 90. Quais são as vossas bandas de eleição e em que medida elas influenciaram o vosso som?

Bom, depois de ouvires o EP percebes que, pelo menos o Hip Hop, não passou para o resultado final. Ficou apenas pelas influências. Mas de resto olha: Pearl Jam, Nirvana, Soundgarden, N.W.A., Easy E, Beastie Boys, Faith no more, Wu Tang, Billy Idol, 2pac, Queen, Snoop, Alice in Chains, Depeche mode. Com isto tudo quero dizer que, são estas as bandas que contribuíram para os nossos “caracteres” musicais, daí chamarmos-lhes influências, e das fortes. Mas semelhanças ao som que produzimos, às vezes para nós é-nos difícil analisar e perceber o que é que faz lembrar.

O que nos podem contar sobre o trabalho presente em “The Road Less Traveled”?

The Road less traveled, mais do que o nome de uma das músicas contidas no EP, é uma alusão ao facto de estarmos a caminhar por caminhos estranhos para nós. O nosso lado musical mais aventureiro. Tínhamos estas ideias na cabeça. Sabíamos que eram exequíveis mas na verdade não sabíamos se íamos conseguir fazer isto. Arriscamos, treinamos, ensaiamos, escrevemos e apagamos na semana seguinte... e o resultado foi este. É a nossa apresentação, que esperamos agradável para quem nos estiver a conhecer também.

É fácil conjugar os vários projectos nos quais trabalham?

Às vezes pode tornar-se complicado, devido às agendas mais preenchidas. Mas há que tentar coordenar os momentos de descanso de umas bandas, e avançar com as outras ideias que estão na tua cabeça. As coisas têm de sair. Têm de ser canalizadas para algum lado. Às vezes os riffs que vêm à tua cabeça não encaixam na tua banda de Hardcore mas se calhar dão na boa para a tua banda de Rock.

Além da vossa música, uma coisa que me atraiu bastante foi a capa do vosso EP. Qual é o papel que acham que a componente visual tem num projecto musical?

Muito importante. Nos dias que correm então... em que há artistas de renome, que surgem no Youtube, ou no Vine; é crucial associar uma imagem ‘atraente’ ou sugestiva ao resto do produto não é? Acaba por ser tudo marketing. A ideia é atrair as pessoas... só que neste caso não estamos a querer que ninguém compre nada. Por isso não sei se a palavra é bem marketing. O design da capa foi obra do Miguel Marques, cujos créditos possivelmente todos conhecem no underground português. Estamos também a trabalhar num vídeo para lançar muito brevemente.
 

Alguma data que possam revelar para quem vos quiser ver ao vivo?

Não. Na verdade ainda não há nada. Mas vai haver e nós depois chateamos toda a gente para aparecer.

Se pudessem partilhar o palco com um artista/banda, de qualquer nacionalidade e género musical, quem escolheriam?

Falo por todos quando digo que gostávamos muito de tocar com os Thrice. Ainda por cima parece que eles voltaram do hiatus. Ia ser muita bom.





Entrevista feita por: Sofia Robert

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