sexta-feira, 8 de maio de 2015

Entrevista MIURA

MIURA é a banda composta por Luís Saraiva, André Calhau, Nelson Afonso e Nuno Marques.
Vêm da Figueira da Foz e mostram porque é que o rock agrada a tanta gente. "Ninguém escreve cartas de amor" é o EP de estreia do grupo e após ouvir este trabalho puseram-se as seguintes questões:


MIURA significa…?

MIURA é uma raça de touro possante, ágil e feroz, criada na Andaluzia a partir de 5 raças de touro. Infelizmente servem para “alimentar” a indústria das touradas por serem uma das ganadarias mais difíceis de lidar pelos matadores de touros, visto que têm dos maiores índices de colhidas.
Enquanto banda não pretendemos qualquer manifesto sobre as touradas mas sim respeito e admiração por este animal imponente. Consideramos que representa bem a energia e o poder que pretendemos passar através da música e sempre que possível, no palco.

O rock é dos géneros musicais mais apreciados pelo público português, a escolha de cantar em português deve-se a quererem tocar esse grande público?

Todos viemos de projectos no passado em que as letras eram em inglês. A escolha do português vem no seguimento de um desafio e dos objectivos que definimos para este este projecto, onde o Nelson Afonso nos tem surpreendido com a forma como escreve na Língua de Camões. Temos também a sensação, que apesar de apresentarmos um disco simples de rock puro e duro, que temos uma sonoridade muito própria, na nossa língua, sem máscaras e que não segue modas nem playlists.

Já ninguém escreve cartas de amor?

Porque gostamos de abordar o amor em si e tudo o que ele arrasta consigo. Falamos na ausência, na distância, de tudo aquilo que poderia ter sido dito e feito e não o foi. Falamos do tempo que não pára, das amizades perdidas e da alegria de as voltar a encontrar. Da angústia de estar longe, da saudade, mas também daquela sensação de voltar.

 
Como tem sido a recepção da parte do público ao vosso EP?

Apesar do EP ainda não ter atingido o alcance desejado, o feedback que temos tido é bastante positivo e acaba por estar a superar as expectativas. Sentimos que o público reconhece todo o conceito, a identidade e toda uma experiência e musicalidade que todos trazemos na bagagem de outros projectos. Contudo, achamos que é no palco onde Miura ganha outra dimensão. Como consideramos essencial o agenciamento, achamos que as agências com o maior poder de influência sobre as rádios e sobre os cartazes dos eventos mais mediáticos, quando procuram ter bandas de rock no próprio roster, apostam actualmente apenas em bandas com sonoridades pautadas pelo experimentalismo e coladas a toda esta vertente indie. Achamos que falta alguma testosterona nas guitarras, nas secções rítmicas e na própria atitude em palco. Consideramos que não são assim tão poucas as bandas que representam bem o que se está a fazer de rock em Portugal, mas que infelizmente não têm recebido a atenção que merecem desta “indústria” capaz de mediatizar bons e maus projectos. Como resultado disto tudo, basta ver o cartaz do palco da Antena 3 no Super Bock Super Rock deste ano.

Ganharam o prémio de Melhor Banda Revelação na 4ª Gala da Figueira Televisão, como foi receber este prémio?

É sempre bom ter o reconhecimento da cidade que viu nascer Miura e é sempre uma boa dose de motivação para continuar o trabalho que iniciámos em 2012.

Têm algumas datas próximas para quem vos queira ver ao vivo?

Até final de Junho por motivos profissionais tivemos que suspender essa possibilidade. Estamos a programar em diante uma agenda de concertos para finalizar a promoção do EP, onde actualmente já existe uma data prevista para dia 31 de Julho na Guia e 6 de Novembro no CAE de Portalegre. Poderão acompanhar a nossa fanpage onde vão sendo anunciadas novas datas. Actualmente também estamos a trabalhar na entrada de um novo Miura na banda. Chama-se Ivo Gil e vem complementar a secção de guitarras.

Se pudessem partilhar o palco com um artista/banda, de qualquer nacionalidade e género musical, quem escolheriam?

Não temos um artista/ banda em particular com quem fizéssemos questão de partilhar o palco mas sabemos quais são os palcos que gostaríamos de pisar.





Entrevista feita por: Sofia Robert

Sem comentários:

Enviar um comentário