domingo, 29 de março de 2015

The Black Mamba - 28/3/2015

A fila era enorme! Quem passasse ontem em frente à entrada do Centro Cultural Olga Cadaval veria uma longa fila de carros à procura de um lugar para estacionar. Os bilhetes que restavam na bilheteira eram já poucos.
The Black Mamba foi uma das melhores revelações no panorama musical nacional dos últimos tempos e pela sua qualidade musical, têm um lugar de excelência reservado no leque de artistas de topo da actualidade.

O concerto começou pouco depois da hora prevista e ainda com muita gente à procura do seu lugar marcado, ao longo das primeiras músicas. “A pontualidade é uma coisa que não vos assiste” diz Tatanka ao fim da primeira. Mas voltando um pouco atrás…
O concerto começou com a banda a tocar por detrás de uma tela fazendo um jogo de luzes e sombras e criando um ambiente místico.
“Rock Me Baby” é o tema escolhido para dar arranque ao espectáculo, seguida de “Dirty Little Brother”, tema do disco homónimo e razão principal desta tour.


Com as últimas pessoas ainda a chegarem, os chefes de sala iam proibindo a reprodução de imagem e áudio, o que para mim é um alívio, não há nada pior num concerto do que ver centenas de braços no ar a filmar!
“Canção de mim mesmo”, tema que foge um pouco da sonoridade funk/blues da banda, foi o tema que se seguiu numa versão mais calma e acústica e com partes a capella. Pedro Tatanka revela então ser um pouco mais difícil cantar para uma plateia de conhecidos onde sente que não pode mesmo falhar; a banda contava com familiares e amigos por entre os fãs


 Era a vez de “Red Dress”, um dos meus temas favoritos deste novo álbum pela sua subtileza. A voz de Tatanka fica completamente despida mostrando a sua verdadeira beleza acompanhada das excelentes vozes do coro e do piano.


O tom muda para apresentar o primeiro convidado da noite, Miguel Araújo, como um dos melhores compositores da actualidade. “Vamos lá a um fadinho das arábias”. Cantaram “Darkest Hour” (na versão original com o cantor António Zambujo) e “Cartório” da autoria de Miguel Araújo.
O bom humor e o à vontade de Tatanka fazem com que cada um de nós que assiste se sinta um pouco seu amigo. A referência a possíveis falhas é referida várias vezes ao longo do concerto, o que pela sua falsidade faz todos rir, como no tema que se segue onde vai até ao piano para “Ride the Sun”.
Até então a plateia mantinha-se calma e sentada. O primeiro momento em que todos se levantam é para dançar ao som da rocker “Under your skin” e “Wild”. 


“Winter Ghost” antecede um dos momentos especiais da noite. “Temos uma surpresa para uma fã nossa que está hoje aqui presente. Ela não sabe de nada, juro. Chamo ao palco a Teresa.” O que mais tarde foi confessado ser uma surpresa organizada pelo pai desta fã. Teresa sobe ao palco para cantar “I’ll meet you there”. “Não sejas tímida, tu sabes cantar. Eu já te vi no ‘youtubi’“ diz Tatanka.
Após a timidez normal de quem não está habituado a enfrentar uma plateia, a música é cantada e com a ajuda do público para o refrão.
Era altura do segundo convidado da noite. “Este é o nosso maior hit, passou nas discotecas de Ibiza durante todo o verão passado. O David Guetta e o Maxwell passaram este som nos pratos. Ah não, Hardwell”.  Kika a vencedora do programa de televisão Factor X, veio acompanhar Tatanka no tema “Wonder Why” (original com Aurea) e mostrar o porquê de ter sido a vencedora do programa de talentos! Soube a pouco…


A banda despede-se mas volta para um encore. “It ain’t you”, o single do primeiro álbum, é seguido de um solo blues na guitarra por Fernando Piçarra, o road manager da banda.


Rui Veloso, que estava também programado como um dos convidados, não pôde comparecer por motivos de saúde. Mas haveria ainda mais um convidado surpresa (surpresa até para o próprio!). Boss AC estava sentado na fila da frente e foi chamado pelo amigo, Tatanka, para o acompanhar em palco num improviso. Acabaram por “groovar” e cantar “Boa Vibe” da autoria do “Manda Chuva”.


Para terminar esta noite guardaram “Save My Day” e “Soul People” que conta com a participação de Orlanda Guilande, uma das vozes de acompanhamento, que já foi por mim referido num outro artigo como uma das melhores vozes femininas que já tive o prazer de ouvir ao vivo!


Juntaram-se todos os convidados para acabar a festa em grande.


Músicos e vozes destas inspiram o coração e a alma. Viva a música nacional!



Texto: Sofia Robert

Fotografias: Luís Carvalho
Mais fotografias em: https://www.facebook.com/soumusica.pt

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