domingo, 16 de novembro de 2014

The Black Mamba - 15/11/2014

Muitas vezes vou a concertos, de pequena dimensão, sem o intuito de escrever sobre eles aqui no blog, simplesmente por pura diversão. Mas felizmente são muitas as vezes em que acontece o que aconteceu ontem, as actuações são tão boas que não resisto a falar sobre elas.

Ontem fui até à Fnac do Cascaishopping para ver o concerto dos The Black Mamba. Como o próprio vocalista, Tatanka, disse no início, não era bem um concerto. Era um showcase de promoção ao novo álbum “Dirty Little Brother”. O palco não era muito grande mas albergou os quatro artistas divididos pela voz/guitarra, baixo, bateria e teclas/guitarra.
 

Num ambiente bastante intimista, onde estavam presentes amigos e familiares da banda, ouviram-se algumas das novas músicas sem nunca deixar de frisar que o álbum estava à venda. “Não vamos parar de cantar enquanto não comprarem todos os CD’s que estão à venda aqui na Fnac” disse Tatanka em tom de brincadeira.

É este sentido de humor a par de um à vontade invejável que fazem deste vocalista um dos mais carismáticos no panorama musical português actual. Tatanka tem uma das melhores vozes que ouvi ultimamente, com um som blues difícil de encontrar nos dias que correm, acompanhado de umas “caretas” de quem está inteiramente no seu mundo enquanto faz magia com a voz e guitarra.

 
Pelas pessoas que estavam à espera do concerto antes do mesmo começar e a forma como acompanharam músicas como “It ain’t you” ou a final “Wonder Why”, originalmente com participação de Aurea, mostrou que aquele não era um público de passagem pela loja mas sim alguns dos fãs da banda.

Houve tempo também para um pouco de “rock psicadélico” com o teclado a soar não muito longe do que há uns anos poderíamos ouvir na música dos The Doors, e para umas histórias engraçadas: “Uma vez estava no estúdio e começo a ouvir pessoas a falar pelos monitores. Não entendia de onde vinha o som até que me apercebi que os pickups da guitarra estavam a apanhar uma rádio árabe!” diz Tatanka.

O momento alto foi a música “Red Dress”, a escolhida como melhor pelo público num inquérito feito pela banda, que foi tocada apenas com piano e uma voz cheia de soul.

 
Um momento muito bem passado que soube a pouco…




Texto: Sofia Robert

Fotografias: Luís Carvalho
Para mais fotografias: https://www.facebook.com/soumusica.pt

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