sábado, 8 de novembro de 2014

João Morais - Entrevista

João Morais é um artista oriundo do Porto. Compositor, cantor, intérprete e professor de guitarra, acabou de lançar o seu primeiro álbum e concedeu-nos uma entrevista.

 
Estás quase a lançar o teu primeiro álbum, é um projeto a solo na composição e interpretação, ou trabalhas com outros músicos?

Os temas são todos de minha autoria. É um trabalho a solo no processo de criação, composição, por vezes também na interpretação, sendo que em certas circunstâncias apresento-me a solo. Gosto de trabalhar sozinho e edificar diariamente um tema até ficar consolidado e temas novos que possam surgir. No álbum/gravações conto com a colaboração de diversos músicos e sem eles não teria sido possível concretizar um resultado tão amplo, bonito e preenchido. Desde o baterista e o baixista, até aos instrumentos de orquestra, cordas e sopros; estes arranjos têm a colaboração de Paulino Garcia, dando uma nova vida e frescura às minhas músicas. Ao vivo as actuações são a solo, duo, trio ou quarteto e um dia serão com todos os instrumentos do álbum.

É notória a presença da música brasileira em alguns dos teus temas, quais as tuas maiores influências?

Sim, é evidente que a minha maior influência é a música popular brasileira, nomeadamente a bossa nova. Os nomes que mais contribuíram para o desenvolvimento mais concreto da minha obra foram: Tom Jobim, Chico Buarque e João Gilberto. Fiz um estudo pessoal a nível harmónico destes autores, no entanto há muitos outros que também são importantes partilhar; ainda no contexto da música brasileira: Carlos Lyra, Toquinho, Vinicius de Moraes, João Donato, Cartola, Nara Leão e Caetano Veloso. No entanto há outros compositores da música erudita que também são bem visíveis e presentes nas minhas composições tais como Bach, Mozart, Beethoven, Matteo Carcassi, Franz Schubert, Fernando Sor, Francisco Tárrega, Piotr Ilitch Tchaicovsky, Heitor Villalobos, Léo Brouwer, Debussy e Shostakovich; e do Jazz: Bill Evans, Stan Getz, Nat King Cole, John Coltrane, Miles Davis e Henry Mancini.

Como nasceu o teu gosto pela música e como foi o teu percurso académico na área?

Desde pequenino, 8/9 anos, que me lembro de gostar de música e ficar fascinado com Queen, e posteriormente Nirvana e Pearl Jam. Comecei a tocar guitarra com 14 anos, de forma descontraída. Aos 19 decidi aprender e ingressei na Academia de Música de Costa Cabral. Mais tarde entrei no Conservatório e Música do Porto. Quando terminei o Conservatório, ingressei na Escola Superior das Artes do Espectáculo, ESMAE. Frequentei também os cursos de Psicologia, Português/Inglês e Filosofia. Sinto que quando conheci melhor a obra de Mozart e Chico Buarque, foi quando decidi aquilo que queria ser e fazer.

O que te dá mais prazer no processo de criação, compor o instrumental ou escrever a letra?

As duas, cada uma à sua maneira. Claro que tenho uma maior atracção pela música, pelo som, pela harmonia, ou seja, os acordes aliados a uma melodia. E para culminar esses factores vem a letra, são realmente indissociáveis. Podem nascer separadas, mas crescem juntas dando a ideia que emergiram juntas. É um trabalho que me dá muito prazer e espero que a minha mensagem consiga ser alcançada pelo público.
A maior parte das vezes vou fazendo as duas ao mesmo tempo, uma ajudando ao aparecimento da outra; um acorde pode suscitar uma frase, um conjunto de palavras pode estimular um novo acorde ou um novo ritmo.

Para quem quiser ouvir e comprar o teu álbum onde e a partir de quando o poderá fazer?

O meu primeiro álbum pode ser adquirido a partir de Novembro, nos locais habituais, lojas Fnac, Media Markt, El corte Ingles, loja Tubitek no Porto, Hats and Records e Mega Hits, ambas em Aveiro; nas plataformas iTunes e Spotify, no YouTube e na minha página oficial. O meu trabalho também pode ser acompanhado na Rádio Nova, Antena 1, Rádio Renascença, Rádio Universidade de Coimbra, Rádio Cinco e Rádio Felgueiras.

E quem quiser ver-te ao vivo, por onde vais andar nos próximos tempos? 

De momento só tenho concertos previstos no Norte, mas ainda não há datas definidas. No entanto no meu facebook as novidades vão sendo actualizadas.

Se pudesses partilhar o palco com um artista, de qualquer nacionalidade e género musical, quem escolherias?

Escolhia o Chico Buarque e/ou o João Gilberto. Podia alongar-me na resposta porque haveria uma lista de grandes nomes com quem seria uma honra partilhar o palco, principalmente estrangeiros, e dos géneros musicais jazz, clássico, músicas do mundo e bossa nova. Mas sem dúvida que esses dois seriam a minha principal escolha.





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