domingo, 7 de setembro de 2014

Festas de Carcavelos - 5/9/2014

Cheguei às festas de Carcavelos e já os D’Alva estavam em palco. D’Alva são uma das bandas sensação do momento. Com um pop electrónico, roçando por vezes no rap ou até mesmo no dubstep, interagem com um público um pouco apagado.


O single “Homologação” é recebido com algum entusiasmo bem como “Barulho”, música composta por duas partes sendo que a segunda conta com a colaboração de outra das sensações do hip hop nacional, Capicua. A rapper não estava presente mas Alex D’Alva Teixeira não se acanha no mundo das rimas.
Para terminar o concerto, foi a vez do tema “3tempos”.


António Zambujo é o artista que se segue. Fazendo-se acompanhar de quatro músicos, o concerto teve início com o tema “Fortuna”.
António Zambujo é considerado por muitos um fadista mas não é o fado tradicional que todos estão acostumados, a sua música tem um cheiro de música brasileira e é sobretudo a sua voz subtil e tão agradável que encanta tantos. Talvez por essas características, este não seja o tipo de música mais indicado para ouvir em pé e ao ar livre, pois acaba por se perder alguma da magia no vento ou nas conversas de quem não está tão interessado no espectáculo, problemas que vêm sempre com os eventos de entrada livre.


“Queria Conhecer-te Um Dia” ou a versão de “Nem às paredes confesso” foram tocados com o sentimento que só o fado transmite.
O tema “Flagrante” foi cantado por todo o público, do início ao fim, aproveitando António Zambujo para pedir “A malta ali no pão com chouriço também tem de cantar!”, em tom de brincadeira.
O momento seguinte deu-se com a música “Apelo”, poema do seu escritor preferido, o brasileiro Vinicius de Moraes.


“Lambreta” foi recebida com grande entusiasmo bem como “Eu ia pela rua”, acompanhada dos assobios que pertencem à melodia.
As letras de António Zambujo são de uma inocência tão bela que acompanhada com a simpatia do mesmo, fazem deste um dos grandes intérpretes da nova geração de músicos.
O sentido de humor também não falta, alguém do público grita “És lindo!”, “Isso é comigo?!”, ou as várias vezes que referiu o facto de estarmos mesmo ao lado da gelataria Santini e que por isso o concerto tinha de terminar antes da mesma fechar, para ainda poder apreciar um gelado.


“Reader’s Digest” e “Zorro”, de Luís Represas, terminaram o concerto antes do encore.
António Zambujo volta sozinho para o tema “O Pica do Sete”, música do projecto que tem com Miguel Araújo, e acaba o concerto com “Amor de Mel, Amor de Fel” com toda a banda.


Terminou assim uma agradável noite com músicos excepcionais!



Texto: Sofia Robert

Fotografias: Luís Carvalho
Para mais fotografias: https://www.facebook.com/soumusica.pt


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