quinta-feira, 21 de agosto de 2014

FATT - 16/8/2014

O terceiro dia do FATT começou com um workshop de Percussão Afro-Brasileira. O ritmo principal apresentado foi o Samba-reggae inspirado no som da Jamaica mas criado em Salvador da Baía, Brasil.
Como em todas as alturas neste festival, em cada workshop ou jam session vão-se juntando pessoas com os seus instrumentos ou qualquer outra arte que dominem.
Ao som das fortes batidas juntaram-se as bailarinas do grupo Allatantou, criando um momento mágico de pura comunhão.


Ao longo da tarde davam-se os últimos workshops desta 12ª edição do FATT.
Fui de novo à oficina das mandalas, desta vez para criar um dream catcher.


A magia deste festival reside na partilha de sorrisos, experiências e amor pela música e pela arte. Aqui não há distinção nem tão pouco distância entre artistas e público, os artista que à noite actuam no palco, de dia dão os workshops dos seus instrumentos e convivem com todos os festivaleiros.


A noite começou com uma pequena apresentação de didgeridoo por parte dos alunos do Rodrigo Viterbo.


Seguiu-se o concerto do grupo Allatantou. Esta companhia de dança e percussão nasceu na Gâmbia na década de 70, tendo vindo para alguns países da Europa na década seguinte e para Portugal em 2006.
Inspirados nas tradições e culturas da costa ocidental de África, presentearam-nos com um verdadeiro espectáculo de ritmo e dança.
Com coreografias bem ensaiadas, dirigiram-se ao público traduzindo o dialecto que cantavam. Com um conjunto de celebrações, desde a colheita às oferendas de filhas para mães, terminaram o seu espectáculo com convidados e amigos em cima do palco que se juntaram às danças e aos djambés.
“Deus abençoe os artistas, Deus abençoe a arte”.


Nesta última noite de concertos, tivemos espectáculos de pirotecnia no intervalo dos mesmos.
O malabarismo de fogo, as dançarinas ou as fagulhas que eram lançadas no ar, ajudaram a aquecer a noite.


O concerto que se seguiu foi o da dupla Adèle & Zalem. Estes dois franceses apresentam-se em palco apenas com dois didgeridoos e conseguem fazer magia!
Utilizam a voz e o didgeridoo para fazer beatbox, melodias e baixos criando ritmos incríveis e fazendo todos dançar.
Presentearam-nos também com solos individuais e terminaram o concerto, depois do público pedir mais música, com um convidado e amigo muito especial.
Reo Matsumoto (beatbox) juntou-se ao palco e juntos improvisaram fazendo todos dançar e implorar por mais.


Depois deste excelente concerto foi a vez dos tão aguardado Wild Marmalade pisarem o palco nesta noite de bilhetes já esgotados.
Os australianos começam a noite com um agradecimento ao festival em geral por enaltecer uma cultura e um instrumento dos seus ancestrais, os aborígenes australianos.
Divididos por bateria e didgeridoo tocaram de lado, aproveitando assim a novidade dos dois palcos que criavam uma plateia a 360º.
Ben Walsh é um verdadeiro mestre da bateria, tocando em velocidades quase sobre humanas, os Wild Marmalade não deixaram ninguém sentado.
Um final perfeito para um festival perfeito!


Sabe tão bem ver um concerto sem centenas de smartphones com o flash ligados para filmar. Sabe tão bem trocar a televisão e o computador por pés descalços no chão.
Sabe tão bem absorver a música e a arte e sair de alma inspirada!

Obrigada a toda a organização do festival por nos ter recebido, até para o ano.



Fotografias por: Luís Carvalho
Para mais fotografias deste dia: https://www.facebook.com/soumusica.pt


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