sábado, 19 de julho de 2014

Super Bock Super Rock - 18/7/2014

Ontem fui até ao Meco para ir ao festival Super Bock Super Rock.


Cheguei por volta das 17h30 e estava a decorrer o soundcheck da Capicua no palco Antena 3.
O recinto apesar de não ser muito grande está bem planeado e sentiam-se as boas vibrações no ar com cheiro a praia.
Havia claro as bancas de promoção de diferentes marcas, três palcos, uma zona de venda de artesanato, vários bares e uma vasta zona de restauração com área comum para comer.


Para quem gosta de comprar uma recordação do festival, sobretudo os estrangeiros, poderiam dirigir-se à zona de merchandising onde havia uma grande variedade de produtos do Super Bock Super Rock como: t-shirts, porta-chaves, pin’s, isqueiros,…
Este é um festival em plena comunhão com a natureza, com imensas árvores espalhadas pelo recinto e em que o solo é terra ou areia, o que em dias ventosos não deve ser agradável, mas felizmente não foi o caso.


O público curiosamente não era tão jovem como esperava e ao longo da noite havia sempre espaço nos concertos, não havia grandes filas para as casas de banho e sentia-se um ambiente relaxado.
For Pete Sake abriram as hostes do palco EDP seguido do concerto de Joe Satriani.
Joe Satriani é um deus da guitarra! Fez-se acompanhar de um baixista, um baterista e um teclista/guitarrista que nos deram um verdadeiro show instrumental.
Com Joe Satriani a trocar de guitarra no início de cada música, mostrou-nos a sua magia em solos constantes e excepcionais que nos fizeram esquecer que existem músicas com voz.


Eram 21h20 quando The Legendary Tigerman sobe ao palco principal, o palco Super Bock, fazendo-se acompanhar de uma banda.
Deu um concerto cheio de rock/blues e energia como nos tem vindo a habituar, fazendo os mais resistentes esquecerem-se da chuva que teimou em acompanhar este concerto.
“Love Ride” abriu o concerto mas temas como “Walking Downtown”, “Naked Blues” ou “And Then Came The Pain” não foram esquecidos, bem como a versão já tão conhecida de “These Boots Were Made For Walking”. A acabar com Paulo Furtado em pé em cima do bombo da bateria, terminava assim um grande concerto (bem como pouco depois, a chuva).

Quem se seguiu foi o francês Woodkid, que agarrou o público do Meco quase desde o início até ao fim.
São músicas bastante diferentes e difíceis de categorizar mas que levaram o público ao rubro.
Ao som da forte batida da maior parte das músicas e com a voz excepcional de Woodkid, o público esticava os braços e fazia vibrar os tubos de led’s da EDP que tinham sido entregues antes do concerto começar.
Um espectáculo de forte componente musical e visual que deixou todos encantados.

Passavam poucos minutos da 1h, hora prevista do começo do concerto de Eddie Vedder, todos tinham já encontrado o lugar que preferiam para o ver, quando a organização faz um comunicado: devido à chuva tinham havido problemas técnicos no palco EDP que fizeram atrasar o concerto de Cat Power que iria então começar pouco mais de uma hora atrasado e só no fim começaria então o cabeça de cartaz no palco principal.
A notícia foi recebida com muito desânimo por parte de um público que já achava que 1h era tarde pois a maior parte ainda tinha grandes viagens pela frente no final do festival.

Cat Power ganhou assim em número de espectadores e deu um concerto curto mas muito bom. Com uma das melhores vozes femininas que ouvi nos últimos tempos, juntamente com uma atitude irreverente, fazem desta uma das artistas a seguir.

Eram 2h quando sem qualquer aviso se ouve a voz de Eddie Vedder já a cantar, acompanhado da sua guitarra. Toda a gente correu para o palco Super Bock para ver então o concerto pelo qual tanto esperaram.
Eddie Vedder estava sentado no centro do palco, rodeado por pequenas lâmpadas, e alguns instrumentos em modo one man band transmitindo uma atmosfera verdadeiramente acolhedora e intimista.
Foram um conjunto de vinte e oito canções de Eddie Vedder, Pearl Jam e versões de outros artistas como The Beatles, Neil Young ou Bob Dylan.

Acompanhado de uma garrafa de vinho tinto português, Eddie falou bastante com o público contando histórias da sua vida, sempre cheio de humor.
Houve também palavras de paz e amor e da sua convicção anti-guerra.
Músicas como “Just Breathe”, “Wishlist” ou “Black” fizeram as delícias dos fãs de Pearl Jam. Tivemos também direito a uma música especialmente para Portugal.
“Tonight you belong to me” trouxe-nos a convidada Cat Power e em “Masters of War” de Bob Dylan foi a vez de vir ao palco Legendary Tigerman.
“You’ve got to hide your love away” e “Imagine” foram dois momentos lindíssimos mas os pontos altos da noite terão de ir para “Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town” a música que mais esperava ouvir, “Last Kiss” com Eddie Vedder a descer até perto do público, e “Better Man”.

Para quem já viu Pearl Jam ao vivo este é um registo totalmente diferente mas para mim a voz de Eddie Vedder mesmo que despida sem toda a banda por trás, e por vezes a mostrar uma ou outra fragilidade, é das vozes mais bonitas e sem dúvida que é suficiente.
Acompanhado de uma guitarra acústica, eléctrica ou um ukulele e usando os pés numa caixa de ritmo, proporcionou uma noite mágica a todos aqueles que se dirigiram ao Meco na noite de ontem.

Obrigada Eddie! Obrigada SBSR!


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