domingo, 13 de julho de 2014

NOS Alive - 12/7

Ontem foi o último dia desta edição do NOS Alive.
Dediquei-me sobretudo ao palco principal começando pelo concerto de The Black Mamba que teve início por volta das 19h20.
Com a sua sonoridade fortemente de origem afro-americana, o seu som blues/soul/funk aqueceu um final de tarde ventoso.
Banda nacional com letras em inglês, mostraram uma forte coesão musical com destaque para a voz do vocalista, não esquecendo as potentes vozes de coro.
Pedro Tatanka, voz e guitarra, interagiu com o público e repetiu inúmeras vezes “I can’t ear you”.
Sensivelmente a meio do concerto chegou a vez de entrar a convidada especial Aurea para cantarem o single “Wonder Why” num momento sublime de puro soul.

The Black Mamba ainda não tinham terminado o seu concerto quando já se ouvia The War on Drugs no Palco Heineken.
Com a apresentação do disco “Lost in the Dream” deram um concerto sólido para uma tenda bem composta.

Bastille seriam os próximos a pisarem o Palco NOS, uma banda que tem feito muito sucesso sobretudo devido ao single “Pompeii”. Com três gigantes triângulos iluminados, símbolo característico da banda, como pano de fundo deram um concerto com muita energia e com alguns covers.
Uma plateia que cantava a plenos pulmões quase todas as músicas e que repetidamente punham as mãos no ar fazendo um triângulo com os dedos, mostravam que a banda é bem conhecida de todos.
Foi um concerto com uma forte componente rítmica com o vocalista Dan Smith a tocar por várias vezes em timbalões.

Músicas como “Things We Lost In The Fire“ levaram uma plateia jovem à loucura, feito que seria repetido na famosíssima “Pompeii”. Nesta última, o efeito poderia ter sido ainda maior não fosse o som falhar durante toda a música, erros técnicos que não deveriam acontecer num festival deste calibre!
Ainda assim Dan despediu-se com uma grande simpatia como aliás demonstrou durante todo o concerto.

Debaixo de uma linda lua cheia era então a vez de recebermos Foster The People. Uma banda que me surpreendeu pela positiva. Apesar do registo pop conseguiram agarrar o público durante todo o concerto.
Foram cantadas músicas mais recentes como “Coming of Age” ou “Best Friend” mas não foram esquecidos os temas mais antigos como “Houdini” ou a tão aguardada "Pumped Up Kicks".

Eram já 00h15 quando os britânicos The Libertines entravam em palco, cabeças de cartaz deste último dia de Alive.
Banda liderada por Carl Barât e o tão conhecido Pete Doherty, deram um verdadeiro show de rock para uma plateia não tão cheia como nos recentes concertos por terras inglesas.
Temas como “Can’t stand me now”, “Don't Look Back Into The Sun”, “What Katie Did” ou “Time For Heroes” não podiam ter ficado de fora do alinhamento.
Valeu a pena voltarem a juntar-se!

Entretanto no Palco Heineken começava o agora tão conhecido Chet Faker. Munido de dois Drum Pads e sozinho em palco na maior parte do concerto presenteou-nos com um som forte e electrónico.
Chet Faker além de brilhante produtor tem também uma voz espectacular e deu para mim, um dos melhores concertos de ontem.
Numa tenda que ultrapassava em muito a lotação máxima, levou ao rubro uma legião de fortes fãs com temas como “I’m Into You”, com que deu início, “Love & Feeling”, e o momento alto para mim “Cigarettes and Chocolate”.
Esperamos que este australiano volte rápido em nome próprio!


E assim terminou mais uma edição de festival Alive, até para o ano!


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