segunda-feira, 7 de julho de 2014

MUSA Cascais - 4/7/2014


Este fim-de-semana todos os caminhos foram dar a Carcavelos! O MUSA Cascais, que teve início em 1999, é organizado pela CRIATIVA, uma associação sem fins lucrativos que conta muito com a ajuda de voluntários (450 este ano). Este é um festival de forte cariz ambiental e sustentável onde, como Freddy Locks nos disse no segundo dia: “é um festival independente, onde o dinheiro não é a coisa primordial como nos outros festivais, até o preço dos bilhetes é mais acessível para o público”.


No recinto, além do palco principal, podíamos contar com área de restauração e bares, skatepark, uma tenda de artesanato e duas zonas alternativas: o Palco Heineken com o poderoso sistema de som Roots Dimension para o estilo Dub e o Palco Bass Station com os sons mais urbanos que iam do Drum n’ Bass ao Dubstep.

Os dois primeiros concertos de cada dia ficaram ao cargo das quatro bandas vencedoras do concurso criado pelo festival, estas foram submetidas a uma votação do público para decidir os vencedores.
A banda que abriu o festival foram os KWANTTA, uma banda com forte componente de sopro, com o vocalista a intercalar entre o trombone e a voz em português. Presentearam o público com a sua simpatia e com as suas músicas que variavam entre rock, ska, world music e reggae.


Apresentaram o seu álbum “Casa Real” onde não podia faltar o single homónimo.
Apesar do vento que se fazia sentir, tínhamos o mar literalmente como pano de fundo neste final de tarde. Estava dado o início do que viria a ser um grande festival!

No final deste concerto tive o prazer de falar com os KWANTTA e de lhes perguntar qual tinha sido a sensação quando souberam que tinham ganho e que iam actuar neste evento. A simpatia sentida em palco transparece sem dúvida pessoalmente, uma banda muito divertida que nos respondeu “Fomos jantar todos juntos… e bebemos!”. Confessaram ainda ter sido difícil o começo deste concerto, sendo a primeira banda da noite, mas adoraram tocar na altura do pôr-do-sol e rapidamente conseguiram cativar o público.


A segunda banda nacional foi Dentinho&The Promised Band, Dentinho vindo do Porto trouxe-nos reggae cantado em português do seu projecto a solo depois de já ter passado por bandas como Human Chalice ou One Love Family.


Antes do concerto de Meta and The Cornerstones pude falar com Meta que me disse estar muito contente por estar em Portugal e no Festival MUSA, do qual tem ouvido falar bastante. Durante este concerto recebemos tudo aquilo que Meta me disse esperar do mesmo “boas vibrações, motivação, positividade e tudo aquilo que une as pessoas”. Com um som de reggae muito roots, não faltaram letras positivas, interacção com o público e alguns dos seus sucessos como “Somewhere in Africa” e “Zion Stereo”, com destaque para a teclista japonesa Aya Kato.


No concerto seguinte, Jah9 apresentou-se com um som forte na percurssão por parte da banda e uma voz muito boa, desta que foi a única mulher de todo o cartaz. Houve tempo para as suas preocupações sobre a integridade dos seres humanos e da forma como as crianças são educadas nos dias de hoje, letras muito fortes a nível político e mencionou ainda o cantor Buju Banton. Pudemos também ouvir “New Name”, um dos seus principais singles.
No final do concerto Janine disse-me estar habituada a ser a única mulher nos festivais onde canta e que é uma honra e uma grande responsabilidade “nós mulheres somos espíritos livres, podemos ser um sex symbol ou termos uma figura maternal, por isso é bom poder representar esse equilíbrio entre sermos femininas ou militantes”. Sobre o concerto disse que apesar de estar com muito frio as pessoas foram quentes e transmitiram uma óptima energia, no geral foi uma honra para esta artista jamaicana!


Seguiu-se o concerto de Kabaka Pyramid com letras sobre amor e onde houve também umas passagens mais pela música jazz. Cantou-nos temas como o seu maior êxito “World Wide Love” ou o início de “Warrior” que na versão em estúdio conta com a colaboração de Protoje.


Eram 2h30 quando entra em palco a banda do cabeça de cartaz desta primeira noite de festival. Houve uma introdução até entrar finalmente Konshens em palco. O concerto começou com a música “Good girl gone bad” música em colaboração com o não presente Tarrus Riley. Foi um concerto cheio de energia por parte deste grande nome do dancehall, que pôs toda a gente a saltar.


Chegava assim ao fim a primeira noite do MUSA Cascais!


Fotografias por: Luís Carvalho
Para mais fotografias deste dia: https://www.facebook.com/soumusica.pt

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