quinta-feira, 7 de junho de 2018

Passatempo - Dois passes para o MUSA Cascais

O SouMúsica.pt estará mais uma vez presente no festival MUSA Cascais para vos contar tudo o que se passa no melhor festival de reggae do país. Este ano é a 20ª edição e com nomes como Alpha Blondy, Anthony B, Don Carlos, Mellow Mood e muito, muito mais, a festa promete! E como não somos egoístas queremos dar a oportunidade a dois dos nossos leitores de irem aos dois dias do festival de borla!!! Vais ficar em casa?

Para te habilitares a ganhar um dos dois passes* que temos para oferecer só tens de:

1 - Seguir-nos no Facebook: https://www.facebook.com/soumusicapt
e (para quem tem conta) no Instagram: https://www.instagram.com/soumusicapt/

2 - Partilhar de forma pública a publicação deste passatempo no teu perfil: https://www.facebook.com/240994169425528/posts/846877532170519/

3 - Escrever um comentário na nossa publicação identificando cinco amigos.

As três regras são obrigatórias.


O passatempo termina no dia 1 de Julho às 18h. Os dois vencedores serão escolhidos de forma aleatória, através da plataforma Random.org, e serão anunciados às 19h do mesmo dia.

Os vencedores terão depois 24h para entrar em contacto connosco, via mensagem privada, dando o seu nome completo, e-mail e número de Cartão do Cidadão.

Boa sorte a todos!


*Cada passe é constituído por dois bilhetes diários, dando entrada a cada vencedor nos dois dias do festival. Não inclui campismo.


segunda-feira, 28 de maio de 2018

A viagem de Ben Howard

Quando cheguei à Rua Portas de Santo Antão, a fila de pessoas ia em direcção ao Teatro Politeama e continuava por largos metros.

A sala ia enchendo, os mais jovens e devotos corriam para a plateia, os calculistas testavam a visibilidade a partir de várias bancadas e cadeiras do balcão até se decidirem. O palco estava repleto de instrumentos, amplificadores, monitores, luzes e outros apetrechos, muito diferente da única vez que vi Ben Howard ao vivo, mas já lá vamos.


O FUSION Arts Festival começou com The Dead Tongues. Ryan Gustafson, cantor, compositor, intérprete e produtor, responsável pelo projecto, apresentou-se sozinho, acompanhado de uma guitarra, harmónica e um pedal que usou para o ritmo. Não sou muito apologista de comparações entre artistas, por acreditar na individualidade de cada um, mas é inevitável recorrer a elas quando falamos de artistas menos conhecidos do grande público. A harmónica, e muitas partes instrumentais, remetiam para Bruce Springsteen, a voz para o estilo country. O público mostrou-se efusivo, apesar do habitual burburinho nas primeiras partes de concertos.

No intervalo, ouvia atrás de mim uma competição entre amigos que discutiam quem conhecia Ben Howard há mais tempo. Fosse eu intrometida e teria ganho a disputa. A minha história de amor musical com Ben Howard começou em 2010, e como todas as boas histórias de amor foi inesperada. O artista abria para uma Aula Magna desejosa de ver Xavier Rudd e conquistou a plateia.

Após um intervalo longo e povoado de assobios, Ben Howard e a sua banda entram em palco. Há oito anos Ben fazia-se acompanhar apenas de India Bourne no violoncelo e na voz. Hoje, India (agora também com carreira a solo) está lá mas a banda que acompanha o músico mais do que triplicou. A primeira parte do concerto foi dedicada a músicas do novo álbum "Noonday Dream", que será lançado apenas esta sexta-feira dia 1 de Junho. O público mostrou-se entusiasmado e receptivo ao longo desta apresentação, apesar de apenas duas músicas deste álbum poderem ser encontradas no YouTube (falo de "A Boat To an Island On the Wall" e "Nica Libres At Dusk" - há ainda "Towing the Line" numa versão ao vivo). Os amigos da competição não concordavam com o entusiasmo: "Será que é agora que o concerto vai ficar bom?".

Foi apenas na nona música que Ben Howard, até então sem falar com o público, interpreta "I Forget Where We Were", tema que deu nome ao álbum anterior lançado em 2014. Tocando logo de seguida "Small Things" também do mesmo álbum. Para desilusão de muitos fãs, o artista revisitou apenas esse trabalho (ainda com os temas "End of the Affair" e "Conrad"), e a música "Promise" do álbum "Every Kingdom", o resto? O resto foi um álbum que os portugueses e o mundo ainda não tiveram acesso.

À saída os comentários que ouvi não foram positivos, do vernáculo à estupefacção ("É que nem a 'Keep Your Head Up'!"), passando pelos "uuh uuh uuh uuh uuh uh", fazendo alusão ao tema "The Wolves". A mim, Ben Howard tem de se esforçar muito mais para desiludir. É um artista consistente e a evolução que apresenta na sua carreira é natural e iguala o seu talento. Sim, este foi um concerto com uma banda maior, luzes e imagens no fundo do palco pensadas para a ambiência pretendida, com uma forte aposta em sons mais eléctricos do que acústicos. E sim, prefiro o Ben Howard intimista, acompanhado da sua guitarra num registo unplugged para uma sala pequena, mas o seu talento é grande o suficiente para o permitir viajar onde pretender. Que continue a viajar sem esquecer de nos contar.

Setlist:
A Boat To an Island On the Wall
Nica Libres At Dusk
All Down the Mines (Interlude)
The Defeat (Live Debut)
Towing the Line
What the Moon Does (Live Debut)
Murmurations
Agatha's Song (Live Debut)
I Forget Where We Were
Small Things
Someone In the Doorway (Live Debut)
There's Your Man (Live Debut)
Encore:
End of the Affair
Promise
Conrad
[Informação retirada do site setlist.fm]



Texto: Sofia Robert


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domingo, 27 de maio de 2018

Selah Sue no Monte Mar

Já estávamos um pouco atrasados e eram quase 22h quando chegámos ao Monte Mar. E porque é que eu achei que a Selah Sue ia cantar num restaurante de peixe e marisco à beira-rio? Porque alguma forma de curto-circuito inexplicável se deu no meu cérebro e me levou a crer que a sala de espectáculos Lisboa ao Vivo se situava no mesmo local onde outrora tinha sido o TMN ao Vivo e o Armazém F, hoje restaurante Monte Mar. A bem dizer não estava assim tão longe, o Lisboa "ao Vivo" é no "Armazém" 3, mas em Marvila. Nada que o GPS não resolvesse.

Porém, como calculado, perdemos infelizmente a primeira parte do concerto, da responsabilidade da artista nacional Mimicat. Cinco minutos após entrarmos na sala, Selah Sue entrou em palco.


Como já perceberam foi a nossa primeira vez no Lisboa ao Vivo. A sala é ampla, apesar de entrar na categoria das pequenas/médias salas, e tem uma boa acústica. Não é permitido fumar no interior, o que por um lado é bom pois permite um ar respirável, mas por outro, leva a um corrupio constante de fumadores a caminho do exterior; num concerto intimista como este, a situação torna-se um pouco desagradável. Creio que este concerto tivesse funcionado melhor numa sala com lugares sentados como a Aula Magna, por exemplo, mas o Lisboa ao Vivo apresentou-se como um óptimo espaço.

Selah Sue tem uma das vozes femininas mais complexas e intrigantes que já tive o prazer de ouvir ao vivo. Apesar de muitos a associarem ao reggae (esteve no Sumol Summer Fest em 2012, quando o festival ainda era só de reggae), a artista é soul, é jazz e é world music. O reggae está presente, não só em algumas músicas, como também em muitos efeitos criados pelo técnico de som, e muitas vezes aplicados na voz da cantora, associados ao dub, mas a música de Selah Sue é muito mais do que isso.

A juntar a uma voz brilhante (rouca, colorida e cheia de alma), às apetências na guitarra e na loop station, a artista de 29 anos é agora também mãe, tema que foi recorrente ao longo do concerto, entre músicas, e razão do interregno de pouco mais de um ano.


Em cima de palco, e a acompanhar a cantora e compositora, estavam um violoncelista e um teclista. Neste concerto intimista ouviram-se alguns dos temas mais icónicos da sua carreira, como "Fyah Fyah", "I Won't Go For More", "This World" ou "Raggamuffin" e o seu "Ragga medley" já no encore; bem como temas mais recentes como "In A Heartbeat" e "Full of Life" dedicados ao seu filho, e um dos momentos altos da noite: "I Need", com a artista a recorrer à loop station para criar diferentes harmonias com a sua voz.


O público pareceu-nos rendido e a artista belga comparou-o ao público do seu país dando a vitória aos portugueses, para depois rectificar e aumentar para uma comparação mundial: "Vocês são um público incrível".
Uma noite de aquecer a alma.

Setlist:
Game Is On
So This Is Love
In A Heartbeat
Hope a Little Harder
Fyah Fyah
Peace Of Mind
I Won't Go For More
Alone
Full of Life
Que será, será (Whatever Will Be, Will Be) - Doris Day cover
I Need
My Love
This World
Encore:
Mommy
Raggamuffin
Ragga medley
[Informação retirada do site setlist.fm]



Texto: Sofia Robert

Fotografias: Luís Carvalho
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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Selah Sue esta semana em Portugal

É já esta semana que Selah Sue regressa ao nosso país para dois concertos intimistas.

A artista vai trazer os seus sucessos, como "Raggamuffin" e "This World", mas também trabalhos novos.

A primeira parte dos concertos fica a cargo da artista portuguesa Mimicat.


Lisboa: 24 de Maio, 21h30 - Lisboa ao Vivo
Porto: 26 de Maio, 21h30 - Hard Club

Bilhetes à venda nos locais habituais.


*Actualização: Concerto Selah Sue dia 25 de Maio (21h30) no CAA Centro de Artes de Águeda.




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domingo, 20 de maio de 2018

We're almost back

Estamos a preparar o nosso prometido "regresso em grande". Fiquem atentos...

Até lá sigam-nos no Facebook e Instagram, temo-nos mantido activos.

Estamos quase quase a voltar ;)



SouMúsica.pt team


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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Boas Festas

O SouMúsica.pt deseja a todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo cheio de música e bons concertos!


Pedimos desculpa pela ausência mas por motivos profissionais (estou a estagiar no jornal PÚBLICO e a terminar o mestrado em jornalismo) temos estado um pouco "adormecidos". Esperamos poder acordar em breve e regressar em grande!

Até lá sigam-nos no Facebook e Instagram, temo-nos mantido activos por lá.

Muita saúde, amor e música,

Sofia Robert
&
Equipa SouMúsica.pt


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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Festival Académico de Lisboa - 30/9/2017

A fila era grande. À porta do estacionamento da Cidade Universitária de Lisboa, o vento soprava forte e o frio que se sentia não fazia adivinhar o calor que viria no dia seguinte.

A segunda noite do primeiro Festival Académico de Lisboa começou com a banda Trevo. A banda rock com sonoridades punk parecia não tão conhecida como o restante cartaz para este público recém-maior-de-idade. No entanto, a atmosfera criou-se e o ambiente estava preparado para a noite que se seguia. Mais para o final do concerto, os Trevo cantavam "Quantos likes tens? Eu tenho mais que tu", música "Face meu, Face meu" em estilo Vira, e provavelmente indicada para esta plateia.


Seguia-se um dos momentos mais esperados da noite, o fenómeno Wet Bed Gang, grupo com crescimento pronunciado no mundo do hip-hop actual e talvez o que maior entusiasmo do público recebeu esta noite. O público cantou cada música do início ao fim como se a sua vida dependesse desse feito. Verdadeiros sucessos como "Não tens visto", "Aleluia" ou a calma e bela "Já passa" foram momentos altos da actuação do colectivo.


Outra das performances mais esperadas da noite era Dillaz, um dos pioneiros que abriu caminho para esta nova escola de hip-hop de massas. A plateia continuou com o entusiasmo da actuação anterior e entoou músicas, que hoje já são verdadeiros hinos, como "Mo boy" ou "Não sejas agressiva". Dillaz contou com o apoio de sempre de Zeca e Vulto, do produtor Spliff, bem como de Regula no tema "Wake N Bake".


O primeiro dj da noite foi Dj Ride. Ride trouxe à Cidade Universitária um set sólido, misturando temas clássicos com temas mais ouvidos na actualidade. A actuação foi acompanhada de vídeo onde, sincronizado, vimos excertos dos videoclips referentes às músicas que passavam ou alusivos às mesmas, por vezes com bastante sentido de humor.


A noite terminou com os Alpha Heroes.



Texto: Sofia Robert

Fotografias: Luís Carvalho
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